Para o bem de todos esperamos que Copenhaga ganhe significado.
sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
O que se passar em Copenhaga ficará em Copenhaga?
É um lugar comum, como Copenhaga. Estão todos lá para provar que podem durar mais que o seu Tempo. Por fim, será a vaidade de cada um a ditar o que resultará depois de Domingo.
sexta-feira, 11 de dezembro de 2009
Medalha de cortiça
Estamos a iniciar novo ano mas continuamos a enfrentar os mesmos desafios. Os mesmos porque são iguais? Não, são os mesmos mas piores, cada vez mais sérios e, cada vez mais, decisivos. Porventura será o ano da oportunidade de eliminarmos alguns dos responsáveis pelo estado das coisas, mas esta esperança Sebastianica, muito portuguesa aliás, tem que ganhar forma. Diria, antes, até, ganhar identidade. Ora aqui nos deparamos com uma dificuldade dos últimos anos: o novo líder que se revele - sim, porque já existirá? - deverá ter origem na massa pensante e limpa. É possível? Só depende de nós!
Na Escola, na minha Escola, era dado ao ultimo classificado uma medalha de cortiça, que designava uma recompensa menor, correspondente ao menor esforço reflectido, ou do menor sucesso alcançado. Este facto esteve guardado na minha memória sem lhe dar grande relevância, mas para a actualidade ganha uma nova interpretação: desde que a cortiça se tornou um material de orgulho nacional muitas destas medalhas ganharam brilho e, desta forma, muitos menos-esforçados se tornaram heróis. Complicando o raciocínio: muitas vezes têm sido as que, tantas medalhas ganhas, os mantém à tona de uma água escura e fétida onde nadam e mergulham. Em que se agrupam para não se afundarem; escorregam a quem os quer agarrar; ganham anticorpos como protecção ao próprio meio e comem para não serem comidos.
Quanto aos outros, os ouro e prata, guardam sem ostentação mas com inteligência, as suas medalhas em caixas de cartão longe de quem os possa associar a elas, pois há um risco que não querem correr: afundarem-se com o seu peso!
Agora que o já ouro vale mais, é preciso que passem a ser vistas de novo...
quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
Politicamente, por isso, correcto.
Muito se tem falado da Cimeira de Copenhaga e de toda a esperança que se coloca em tão importante evento para o futuro dos nossos filhos. Aparentemente, o mau ambiente que por lá se vive corta-nos a via de, no final, haver um pré-acordo-que-possa-possivelmente-para-o-ano-resultar-em-tratado. Para quem vive e sabe viver em maus ambientes terá que fazer grande esforço para dar sentido a bom ambiente ou, sequer, de melhor ambiente. No entanto, algo sairá.
O lapso do pré-acordo é táctica barata para negociações complicadas e sem fecho à vista, todos sabemos. O que falta conhecer é qual a dimensão do passo que as nações darão para levar o assunto, mais arrefecido, até ao próximo encontro. Já não falta muito, é mais uma semana.
Devemos, por isto, continuar a acreditar que os politicos passem a ser mais políticos e, por isso, mais correctos, mais sérios e de honorabilidade intelectual. Para nosso bem.
Haverá, assim, menos entertenimento no palco e mais trabalho, menos palhaços e mais...políticos.
sábado, 5 de dezembro de 2009
Evolução, camaleões e baratas
Darwin enunciou um dos principios cientificos mais importantes nas nossas vidas. Pelo menos, durante muitos anos, ficámos a perceber como evoluiu a vida no nosso planeta e foram conseguindo aceitar-se ligações de vida acestrais e pontos comuns de evolução. Passámos a perceber, também, quanto mais perto ou mais longe estão os seres vivos entre si e que evoluções tiveram até à forma pelas quais hoje são reconhecidos.
Neste principio foi provado que, por vezes, foram ténues alterações morfológicas ou fisiológicas que permitiram espécies continuar a habitar os seus ecossistemas, alguns cada vez mais complicados pela intervenção humana.
É, o Homem não tem facilitado a sua vida, deles(seres vivos) e dele.
O Homem, diz-se, tem evoluido muito nos ultimos anos e o ultimo século é o melhor exemplo disso mesmo, pela sua rapidez e pela complexidade que gerou à sua volta.
Tornou-se de tal forma complicada a sua vida que surgem alguns seres com comportamentos camaleónicos, que mudam de cor e aparencia à medida das suas necessidades, ou seja, apresentam nuances, algumas bem carregadas, apenas para salvar a sua pele. Aliás, orgão no qual reside o segredo da sua sobrevivência.
Temo que estas alterações se confirmem como a melhor forma de adaptação aos nossos tempos e que, mais tarde ou mais cedo, passe a ser mais importante parecer do que ser.
Assim como a barata se adapatou aos regimes mais agressivos - são conhecidas as referências à sua resistência a um holocausto nuclear - também há quem consiga perseguir o seu caminho negando tudo o que realmente é só para continuar vivo. Só há uma forma para controlar as baratas, tornando-as conhecidas e limpas: constantes doses de insecticida e desbaratizações; caso contrário estaremos condenados a ver o chão com vida, pegajosa e suja, alimentando-se da sua própria degradação.
Só não as podemos deixar prosperar e, a todo o custo, tornar a sua vida cada dia mais dificil.
Neste principio foi provado que, por vezes, foram ténues alterações morfológicas ou fisiológicas que permitiram espécies continuar a habitar os seus ecossistemas, alguns cada vez mais complicados pela intervenção humana.
É, o Homem não tem facilitado a sua vida, deles(seres vivos) e dele.
O Homem, diz-se, tem evoluido muito nos ultimos anos e o ultimo século é o melhor exemplo disso mesmo, pela sua rapidez e pela complexidade que gerou à sua volta.
Tornou-se de tal forma complicada a sua vida que surgem alguns seres com comportamentos camaleónicos, que mudam de cor e aparencia à medida das suas necessidades, ou seja, apresentam nuances, algumas bem carregadas, apenas para salvar a sua pele. Aliás, orgão no qual reside o segredo da sua sobrevivência.
Temo que estas alterações se confirmem como a melhor forma de adaptação aos nossos tempos e que, mais tarde ou mais cedo, passe a ser mais importante parecer do que ser.
Assim como a barata se adapatou aos regimes mais agressivos - são conhecidas as referências à sua resistência a um holocausto nuclear - também há quem consiga perseguir o seu caminho negando tudo o que realmente é só para continuar vivo. Só há uma forma para controlar as baratas, tornando-as conhecidas e limpas: constantes doses de insecticida e desbaratizações; caso contrário estaremos condenados a ver o chão com vida, pegajosa e suja, alimentando-se da sua própria degradação.
Só não as podemos deixar prosperar e, a todo o custo, tornar a sua vida cada dia mais dificil.
quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
Grão de Mostarda
Como um grão que é tão pequeno mas que dá tão belo e robusto arbusto.
Que sinais haverá para seguir e acreditar que nada será para sempre e que é importante estar na gávea à procura de terra.
Algures haverá terra firme para poder dar o impulso e saltar.
Mais alto, mais longe.
Longe de uma intenção poética será mais importante uma observação simples da realidade - aparente, pois é ela que nos é real - para tirar o melhor do que se passa à volta e passar ao lado, ou mesmo por cima, do que seja acessório e, muitas (demasiadas) vezes, escandaloso.
Que sinais haverá para seguir e acreditar que nada será para sempre e que é importante estar na gávea à procura de terra.
Algures haverá terra firme para poder dar o impulso e saltar.
Mais alto, mais longe.
Longe de uma intenção poética será mais importante uma observação simples da realidade - aparente, pois é ela que nos é real - para tirar o melhor do que se passa à volta e passar ao lado, ou mesmo por cima, do que seja acessório e, muitas (demasiadas) vezes, escandaloso.
Subscrever:
Comentários (Atom)